sexta-feira, 25 de abril de 2014

Como funciona o termômetro de mercúrio


Existem vários tipos de termômetro, o mais usado por nós é o termômetro de mercúrio.
Este termômetro consiste em um tubo, fino como cabelo, devido e um bulbo, uma espécie de bolha, em uma extremidade contendo mercúrio. Este termômetro é simples, fácil de entender, o mercúrio dilata-se com o aumento da temperatura, aumentando assim o volume à menor variação de temperatura. Com essa expansão do mercúrio, ele vai enchendo o tubo capilar, ou seja, quanto mais alta a temperatura mais cheio o tubo. E essa expansão é medida numa, graduação que pode ter uma precisão de 0.05ºC. É dessa forma, pela expasão do líquido, que observamos a variação de temperatura em geral
Para a medição da temperatura ser precisa , em erros se, o corpo, o material do termômetro e o líquido interno estiverem em equilibrio térmico. Caso isso não aconteça as medidas de temperatura não seriam possível com a configuração proposta neste tipo de termômetro.
A escolha do mercúrio, como líquido interno dos termômetros não foi por acaso . Ele foi escolhido de modo a elevar ao máximo a previsão para fins corriqueiros. Houveram 2 grandes problemas na escolha do líquido: 1 se o líquido fosse pouco denso necessitaria de uma quantidade muito grande deste líquido no bulbo e 2 se a variação do volume em função da temperatura não fosse linear na faixa de medida o líquido seria inadequado. Um líquido que não serveria, é a água, pois ela só expande, aproximadamente, abaixo de 4ºC.

Características do mercúrio:
Propriedades:

O mercúrio é um líquido prateado à temperatura ambiente sendo o único metal que apresenta líquido sob essas condições.
Seu ponto de congelamento é -39.4ºC e entra em ebulição a 357ºC tendo uma densidade de 13.6 a 0ºC .
Quando aquecido bem acima do seu P.E, o vapor produzido conduz muito bem a eletricidade apresentando radiação na faixa do ulta-violeta.
Preparação:
O mercúrio pode ser encontrado livre e por isso já era conhecido há muito tempo.No entanto, a produção e garantia a partir do sulfeto de mercúrio, cinabrio, conforme a equação:

HgS +O2 → Hg + SO2
Emprego:
O mercúrio é usado, além de termômetro, também em barômetros e na fabricação de espelhos.
Atualmente há grande emprego para o mercúrio na fabricação de lâmpadas e também como fluído refrigerante em trocadores de calor.

Bibliografia

Alquimia.Tripod .com / geral/ curiosidades.htm
A Editora Edições Fortaleza – Crédito Brasileiro de Livros S.A
Autor: Augustin Bravo Rey
Nome do livro: Física / Química Modernas

domingo, 2 de março de 2014

Por que sentimos uma vibração nos dedos quando tocamos a tela da televisão?


O bombardeio de elétrons responsável pela formação de imagens acaba por estabelecer uma carga negativa que recobre toda a tela do aparelho. Ao tocarmos nela, reagimos como um fio-terra, que retira a eletricidade do televisor. Dessa forma, os elétrons saltam para os dedos, produzindo pequenas faíscas que provocam essa sensação parecida com cócegas. É mais fácil observar o mesmo efeito aproximando a cabeça da tela: os cabelos, fortemente atraídos pela carga negativa, ficam literalmente em pé.
Os elétrons acumulados na tela do aparelho são descarregados no chão, usando o corpo como fio-terra
imagens da distribuição de carga elétrica em uma única molécula, com detalhes da movimentação complexa dos elétrons em pequenas escalas.


Por que os aviões a jato deixam um rastro no céu?


Porque o vapor d´água que sai de suas turbinas congela na hora, transformando-se em cristais de gelo suspensos na atmosfera. Isso, porém, não acontece sob qualquer circunstância. O ar precisa estar a uma temperatura de pelo menos 35ºC negativos, ou seja: o avião tem que voar a pelo menos 10 quilômetros de altura, se estiver nas regiões equatorial ou temperada, ou a 5 quilômetros, nas de clima mais frio. Além disso, a umidade relativa do ar deve estar em torno de 65%. Sem falar que a trilha só é visível se o céu estiver limpo, com poucas nuvens. Se, além das circunstâncias favoráveis, já houverem cristais de gelo suspensos na atmosfera, eles se juntam ao rastro da aeronave. Assim, a trilha pode crescer e ficar no ar por várias horas.



sábado, 1 de março de 2014

Existe diferença de peso entre 1 litro de água quente e 1 litro de água fria?

Existe, sim. Para encher até a boca uma garrafa de 1 litro com água quente, você vai usar uma quantidade de líquido menor do que se fizesse a mesma coisa com água fria. É que o líquido aquecido é menos denso. "Ou seja, ele ocupa mais espaço, porque, com o aumento da temperatura, as moléculas ficam mais agitadas e o espaço entre elas aumenta", afirma o químico Jorge Masini, da USP. A questão lembra um pouco outra armadilha clássica, que pergunta: que pesa mais, 1 quilo de ferro ou 1 quilo de penas? Neste caso, é claro, ambos pesam a mesma coisa. A diferença é que o ferro, mais denso, ocupa um volume bem menor do que as penas. Com a água, acontece a mesma coisa. Como o litro não é uma medida de peso, mas sim de volume, um líquido mais denso sempre vai ocupar menos espaço. Na prática, 999,973 gramas de água a 4 °C completam 1 litro. Com o mesmo líquido a 30 °C, bastariam 995,944 gramas: uma significativa diferença de 4 gramas

O que é zero absoluto?

per-124-zero-absoluto O que é zero absoluto?
É a menor temperatura que qualquer coisa pode atingir no universo.
Qualquer átomo ou molécula que chegar a zero da escala Kelvin (0K ou -273,15 °C) ficaria imóvel. Mas isso não passa de uma teoria, já que não foi possível atingir a temperatura nem mesmo em laboratório – o recorde de aproximação está em 0,000000000001K.
Em experiências, cientistas alemães e norte-americanos descobriram que em baixas temperaturas um corpo pode passar por três efeitos colaterais: a supercondutividade, a superfluidez e a condensação de Bose-Einstein. Como supercondutor, ele cria um campo magnético que seria capaz de levitar um imã.
Já a superfluidez, com a ausência de resistência mecânica, permitiria que um líquido subisse pelas paredes de um copo. A última teoria, a de Bose-Einstein, é a de que o comportamento da matéria muda radicalmente – um corpo composto de diversas partículas agiria como um condensado, ou seja, como um único átomo gigante.
  • A tese da condensação foi proposta por einstein em 1925, que deu continuidade ao trabalho do físico indiano Satyendra Nath Bose.
  • Bobinas do Colisor de Hádrons (lHC) chegam a 1,9K (-271 °C ) em resfriamento.

Como ocorrem as miragens?



Trata-se da famosa ilusão de óptica. Um dos tipos mais comuns ocorre em dias de sol, quando, olhando uma estrada asfaltada ao longe, temos a sensação de que ela está molhada. Nesse caso, o que ocorre é que o ar na superfície da estrada está mais quente que o da faixa imediatamente acima. A diferença de temperatura faz com que essas camadas tenham densidades diferentes. "Como esse meio de propagação não é homogêneo, a luz sofre uma curvatura que faz a camada de ar quente na superfície funcionar como um espelho, refletindo o azul do céu e dando a impressão de que o asfalto está molhado", afirma o físico Mikiya Muramatsu, da Universidade de São Paulo. Um efeito semelhante causa miragens na areia dos desertos.
Segundo a psicologia, há miragens que são, na verdade, alucinações: não dependem de fatores externos. Nesse caso, o cérebro reproduz imagens conhecidas, armazenadas na memória, como se estivessem sendo vistas naquele momento. Vários fatores podem desencadear o processo, desde uma doença mental ou uma grave privação física, como passar vários dias sem água.

Os espelhos esféricos no cotidiano

Chamamos espelho esférico qualquer calota esférica que seja polida e possua alto poder de reflexão.

Exemplo prático do uso de um espelho convexo
Nos deparamos diariamente com diversas situações em que o uso de um espelho se faz necessário, seja ele usado no retrovisor do carro, quando vamos pentear os cabelos, no elevador, etc.

Em alguns momentos nosso objetivo é o de fazer a ampliação da imagem refletida, como por exemplo, em um telescópio, ou coletar a luz solar e utilizá-la como energia térmica no aquecimento da água da caixa-d’água, ou ver o nosso rosto com detalhes, seja para barbeá-lo ou retocar a maquiagem. Nos exemplos citados fazemos o uso de espelhos côncavos.

Em situações bem diferentes, poderíamos tentar algo que talvez pareça impossível, como colocar dentro de um pequenino espelho a imagem de um edifício enorme, ou colocar dentro do espelho retrovisor do fusquinha 79 a imagem do imenso caminhão que está logo atrás. Nos casos desses exemplos fazemos uso dos espelhos convexos, que, pelo seu formato, apresentam um campo visual maior, superando assim os espelhos planos. Fazemos a comparação observando a figura abaixo.
Comparação entre o campo visual de um espelho plano e um espelho esférico
Comparação entre o campo visual de um espelho plano e um espelho esférico
Embora seja bastante usado, deve-se tomar muito cuidado quanto ao uso do espelho convexo como retrovisor, pois a imagem que obtemos nele é reduzida e se apresenta próxima do espelho. Isso pode causar sérios transtornos ao motorista de um automóvel.

Com a finalidade de iluminação, usam-se espelhos côncavos como refletores de luz. É o caso das luminárias de vias públicas, das luminárias industriais e dos faróis de automóveis. Nem sempre, no entanto, o espelho usado é o esférico, mas sim o parabólico.

Visando obter um feixe de luz com raios paralelos, coloca-se a fonte no foco do espelho côncavo E1 (esférico ou parabólico). Esse foco deve coincidir com o centro de curvatura de um segundo espelho E2, também côncavo, para aumentar a eficiência luminosa do refletor.